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No Man’s Sky: Sean Murray quer atualizar o jogo para sempre
No Man’s Sky completou 10 anos em 2026 e, em vez de descansar na história, a Hello Games segue em ritmo acelerado de atualizações. Sean Murray, co-fundador do estúdio, afirmou ao GamesRadar+ que poderia continuar desenvolvendo o jogo indefinidamente, enquanto os jogadores continuarem por perto.
O que parecia um projeto encerrado virou uma das histórias de recuperação mais impressionantes dos games. E pelo jeito, ainda tem muito mais por vir.
O que Murray disse sobre o futuro de No Man’s Sky
Segundo Murray, o amor pelo projeto vem de longe. Para ele, No Man’s Sky sempre foi o tipo de jogo que ele sonhava que existisse quando era criança, e trabalhar nele ainda causa essa sensação. O desenvolvedor deixou claro que a motivação para continuar não é forçada: enquanto houver jogadores engajados, há razão pra seguir em frente.
A atualização Voyagers, lançada no ano passado, ajudou a confirmar esse sentimento. Ela registrou os maiores números de jogadores simultâneos desde o lançamento original do game, em 2016. Depois de entregar esse conteúdo, Murray esperava que a equipe quisesse dar uma pausa. O que aconteceu foi o oposto: o time já listava tudo que queria adicionar em seguida.
Como a estrutura da Hello Games mantém o jogo vivo
A Hello Games opera com pouquíssima hierarquia interna. Segundo Murray, o estúdio não tem uma estrutura tradicional de gestão, o que significa que ninguém é obrigado a trabalhar em algo que não quer. As atualizações surgem de ideias que partem do próprio time, e só acontecem quando há empolgação genuína por parte de quem desenvolve.
Esse modelo pode parecer arriscado no papel, mas na prática tem funcionado há uma década. A comunidade alimenta o time, o time alimenta o jogo, e o ciclo segue sem sinais de esgotamento.
Por que isso é mais raro do que parece
Vale lembrar que não é comum ver um jogo de quase uma década recebendo atualizações gratuitas com essa consistência. A maioria dos estúdios, chegando nesse ponto, migraria para um modelo de DLC pago, reduziria a equipe ou simplesmente encerraria o suporte.
O que chama atenção aqui é justamente a ausência de pressão comercial visível nas decisões da Hello Games. Claro, o jogo vende e sustenta o estúdio, mas o ritmo de entregas parece guiado por algo além disso. Na prática, isso significa que quem joga No Man’s Sky hoje está colhendo os frutos de uma cultura de desenvolvimento que prioriza o produto de longo prazo sobre o lucro imediato. É raro, e merece reconhecimento.
E o próximo jogo da Hello Games?
Enquanto No Man’s Sky segue recebendo novidades, a Hello Games também desenvolve Light No Fire, um novo projeto de mundo aberto descrito como bastante ambicioso. O jogo ainda não tem data de lançamento confirmada, mas divide as atenções do estúdio com o suporte contínuo ao game já lançado.