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Beast of Reincarnation: diretor pede desculpas e promete melhorias
Beast of Reincarnation chegou ao mercado como uma das apostas mais aguardadas da Game Freak fora do universo Pokémon, mas a recepção não foi exatamente o que o estúdio esperava. Com nota 73/100 no Metacritic, o jogo tecnicamente é bom, mas ficou abaixo das expectativas, e agora o diretor Kota Furushima foi a público pedir desculpas e prometer correções.
Se você estava de olho no jogo ou já está jogando, essa movimentação da Game Freak importa, e muito. O que o estúdio fizer nas próximas semanas pode mudar completamente a experiência que você vai ter com o título.
O que o diretor de Beast of Reincarnation disse sobre os problemas
Em entrevista ao veículo japonês 4gamer, Furushima reconheceu abertamente que o jogo tem falhas que precisam ser corrigidas. Segundo ele, a equipe sente que a essência do que queria transmitir foi compreendida pelos jogadores, mas admite que ainda há pontos que dificultam o aproveitamento completo da experiência.
O diretor também reforçou que o estúdio pretende absorver o feedback da comunidade e entregar atualizações de forma contínua. Um patch já foi liberado logo após o lançamento para corrigir parte dos problemas reportados, e mais correções devem chegar.
O que é Beast of Reincarnation e por que ele importa
O jogo se passa no Japão do ano 4026, em um mundo pós-apocalíptico onde cidades abandonadas e máquinas foram tomadas pela vegetação. Você controla Emma, uma jovem afetada por uma corrupção chamada Blight, acompanhada do cachorro Koo.
O combate mistura ação em tempo real com a possibilidade de desacelerar o tempo para usar habilidades estratégicas, criando uma combinação interessante entre RPG de ação e sistemas mais táticos. O jogo foi lançado em 4 de agosto de 2026 para PC, PS5 e Xbox Series S/X, e está disponível desde o primeiro dia no Xbox Game Pass e PC Game Pass.
Por que um 73 no Metacritic é mais grave do que parece para a Game Freak
Na prática, um 73/100 não é uma nota ruim, mas o contexto muda tudo. A Game Freak carrega o peso de ser o estúdio por trás de Pokémon, uma das franquias mais lucrativas da história dos games. Quando um estúdio desse tamanho lança uma nova IP com tanto apelo visual e promessa de inovação, a régua sobe automaticamente.
O que chama atenção aqui é que a equipe principal do jogo foi descrita como relativamente pequena, com parte da produção terceirizada para estúdios externos. Vale lembrar que esse modelo já gerou críticas nos últimos lançamentos de Pokémon, e parece que a Game Freak ainda não encontrou o equilíbrio certo quando opera fora de sua zona de conforto.
Além disso, o desempenho de Beast of Reincarnation pode influenciar diretamente a expectativa do público em relação a Pokémon Winds and Waves, o próximo projeto ligado ao estúdio. Se os fãs já questionavam a capacidade técnica da Game Freak, essa recepção morna não ajuda.