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DLSS 5 no GTA 5 com bug bizarro
Um vídeo do DLSS 5 rodando no GTA 5 viralizou na comunidade gamer e é difícil assistir sem sentir um frio na barriga. O rosto de uma personagem começa a se deformar progressivamente até virar algo que parece saído de um horror psicodélico, e tudo isso acontece só porque o jogador abriu o menu de pausa. Se você ainda não viu, prepare-se para uma das coisas mais estranhas que a tecnologia de renderização neural já produziu.
O vídeo bombou no Reddit, no r/pcmasterrace, acumulando dezenas de milhares de votos em poucas horas. Mas antes de entrar em pânico com o DLSS 5, tem um detalhe importante que muda tudo sobre como interpretar esse fenômeno.
GTA 5 nunca foi preparado para o DLSS 5
O primeiro ponto que precisa ficar claro: GTA 5 não tem suporte oficial ao DLSS 5. O que aparece no vídeo é resultado de ferramentas criadas pela comunidade, como RenoDX e ReShade, que permitem injetar a tecnologia em jogos que nunca foram desenvolvidos pensando nela. Modders já fazem isso com outros títulos, como Cyberpunk 2077 e Skyrim.
O problema específico acontece quando o menu de pausa é aberto. Nesse momento, o jogo desfoca a cena ao fundo e a imagem fica praticamente estática. Sem as informações de movimento e atualização que normalmente viriam do motor do jogo, o sistema de renderização neural continua processando a imagem como se algo estivesse mudando, criando um ciclo de realimentação que deforma quadro a quadro até o resultado virar aquela coisa assustadora que todo mundo está compartilhando.
DLSS 5 precisa de integração oficial para funcionar direito
O DLSS 5 é fundamentalmente diferente das versões anteriores da tecnologia. Segundo a NVIDIA, ele não apenas reconstrói uma imagem em resolução maior: ele gera partes da imagem final usando conhecimento visual aprendido pelo modelo, incluindo iluminação, materiais e até a aparência de pele. É renderização generativa em tempo real, algo inédito na tecnologia.
Para funcionar corretamente, o sistema depende de vetores de movimento, informações temporais e parâmetros definidos pelos próprios desenvolvedores do jogo. Sem essa integração, ele não sabe o que deve ou não processar em situações como um menu de pausa com imagem estática. A tecnologia estreou oficialmente em NBA 2K27 em setembro de 2026, com suporte inicial à linha GeForce RTX 50.
O que esse pesadelo visual diz sobre o futuro da IA nos games
Na prática, o que esse vídeo revela é que tecnologias generativas são poderosas exatamente porque preenchem lacunas, mas esse mesmo poder vira um problema quando faltam dados corretos para guiar o processo. O DLSS 5 não está com defeito: ele está fazendo exatamente o que foi projetado para fazer, mas sem as informações certas para orientar o resultado.
O que chama atenção aqui é a diferença entre uma integração feita com cuidado pelos desenvolvedores e uma injeção forçada por ferramentas externas. Com suporte oficial, o sistema sabe quando parar, o que processar e como respeitar a direção artística do jogo. Sem isso, a IA age no escuro e os resultados podem ser impressionantes pelos motivos errados. Vale lembrar que a NVIDIA foi bem clara sobre isso: o recurso precisa ser ajustado por quem faz o jogo, não apenas ligado e esquecido.