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Steam bate recorde histórico de receita no primeiro semestre de 2026
A Valve está comemorando mais um marco impressionante: o Steam faturou US$11,1 bilhões em receita bruta apenas no primeiro semestre de 2026, o melhor resultado semestral da história da plataforma. Os dados são de estimativas do analista Rhys Elliott, da Alinea Analytics, e o número é grande o suficiente para fazer qualquer concorrente perder o sono.
O crescimento foi de 14,5% em relação ao primeiro semestre de 2025 e ainda superou em 8% o segundo semestre do mesmo ano, que tradicionalmente se beneficia da Black Friday e das promoções de fim de ano. Ou seja: o Steam está crescendo em um período que historicamente não é o mais forte. E o que está por trás disso é mais interessante do que parece.
Steam em 2026: números que impressionam
Para ter ideia da escala desse crescimento, o primeiro semestre de 2026 foi 4,7 vezes maior do que o mesmo período em 2017, quando a plataforma registrou cerca de US$5,5 bilhões no ano inteiro. Em 2025, a receita anual chegou a aproximadamente US$20 bilhões.
Outro dado que chama atenção: só os seis primeiros meses de 2026 já geraram mais receita do que todo o ano de 2020, quando os lockdowns da pandemia impulsionaram as vendas digitais ao máximo. A expansão contínua mostra que o Steam não depende mais de eventos extraordinários para crescer.
Jogos novos estão perdendo espaço no Steam
Apesar dos números positivos para a plataforma, há uma tendência que preocupa estúdios, especialmente os grandes. A fatia da receita vinda de jogos lançados no próprio ano vem caindo: em 2024 era 29%, em 2025 foi para 27% e em 2026 despencou para 21%.
Isso significa que 79% da receita atual do Steam vem de títulos lançados em anos anteriores. Parte disso se explica pelo comportamento das publicadoras, que usam promoções, bundles e descontos frequentes para manter seus catálogos ativos e rentáveis. O resultado é que um jogo novo hoje compete não só com outros lançamentos do ano, mas com mais de uma década de títulos já consolidados e vendidos a preços bem menores.
O mercado fica mais difícil para quem está chegando
Segundo a análise de Elliott, outros fatores reforçam essa tendência. A diferença gráfica entre gerações recentes ficou menos evidente para boa parte dos jogadores, o que reduz a urgência de comprar o lançamento mais caro. A crise de hardware também faz muita gente adiar upgrades de PC, favorecendo jogos menos exigentes e mais baratos.
Nesse cenário, a receita se concentra em poucos grandes sucessos: franquias estabelecidas, sequências esperadas e fenômenos virais. Para jogos novos, especialmente os menores, conquistar espaço em uma biblioteca tão vasta e bem promovida é um desafio que só tende a crescer. Bons jogos continuarão encontrando público, mas o caminho está mais concorrido do que nunca.