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Final Fantasy 14: por que o relançamento virou lenda nos games
Se você acha que já viu uma virada impressionante nos games, talvez ainda não tenha parado para pensar no que a Square Enix fez com Final Fantasy 14. O diretor criativo de Clair Obscur: Expedition 33, Guillaume Broche, declarou publicamente que o relançamento do MMO representa a maior guinada já vista na história dos videogames.
E olha, não é qualquer pessoa falando isso. Broche colocou Final Fantasy 14 entre os três jogos que mais consumiram horas da sua vida. A opinião dele tem peso, e a história por trás dessa afirmação é ainda mais impressionante do que parece.
Final Fantasy 14 nasceu como um desastre
A versão original do jogo chegou em 2010 e foi um enorme fracasso. Segundo Broche, o lançamento inicial era simplesmente terrível: críticas devastadoras, sistemas confusos, desempenho técnico ruim e uma fuga em massa de jogadores e da imprensa especializada.
Parecia o fim de uma franquia que carregava décadas de legado nas costas. Mas a Square Enix tinha outros planos, e o que veio a seguir entrou para a história.
A cutscene que sacudiu o mundo
Em vez de simplesmente encerrar os servidores e engolir o prejuízo, a Square Enix fez algo que ninguém esperava. Cerca de um ano após o lançamento original, a empresa exibiu uma cutscene in-game de oito minutos mostrando literalmente o fim do mundo do jogo, com Bahamut destruindo tudo.
O evento tomou conta do chat público, gerou contagens regressivas e virou assunto até entre quem nunca tinha tocado no jogo. De repente, o mundo inteiro queria saber o que estava acontecendo com Final Fantasy 14.
A reconstrução que parecia impossível
Sob o comando de Naoki ‘Yoshi-P’ Yoshida, o jogo foi reconstruído do zero e relançado como A Realm Reborn. O resultado foi um sucesso que persiste até hoje, com comunidade ativa, expansões regulares e uma base de fãs extremamente fiel.
Broche resumiu bem o espanto coletivo que essa façanha ainda provoca: reconstruir um MMO inteiro em aproximadamente um ano e ainda fazer funcionar parece bom demais para ser verdade. Mas aconteceu.
Elogios ao estado atual do jogo e ao que vem por aí
Além da história de virada, Broche destacou a qualidade das expansões, a trilha sonora composta por Masayoshi Soken e os chefes como pontos altos da experiência. Ele até admitiu, sem muita cerimônia, que jogou como um Lalafell, a raça de personagens mais baixinhos do game.
O MMO segue em plena atividade. A próxima grande expansão, chamada Evercold, já está em desenvolvimento e promete continuar a saga dos Guerreiros da Luz.