PlayStation
Marvel’s Wolverine tem pior nota da Insomniac em 10 anos
Marvel’s Wolverine chegou às lojas com uma recepção que ninguém queria ver: 77 no Metacritic. Para um estúdio acostumado a colher elogios como a Insomniac Games, esse número representa a pior avaliação de um jogo original do estúdio desde 2016, quando Song of the Deep, um projeto bem menor em escala, saiu em silêncio quase total.
O consenso da crítica é duro, mas justo: o jogo funciona, só que nunca vai além do esperado. E em 2026, num mercado onde as expectativas para exclusivos PlayStation estão lá em cima, ‘funciona’ não é o suficiente.
Marvel’s Wolverine no Metacritic: o que os críticos disseram
A crítica especializada reconhece que os fundamentos do jogo são sólidos. O combate recebe elogios, assim como as atuações dos personagens principais. O problema aparece em outros lugares: a narrativa nunca encontra coesão, o gameplay atinge seu pico cedo demais e o escopo geral é visivelmente menor do que o padrão atual dos exclusivos PlayStation.
Segundo o GamesRadar, a campanha completa dura entre 10 e 15 horas, e quem jogou as primeiras duas horas de demonstração já tinha visto boa parte do que o título tinha a oferecer. Esse tipo de conclusão é especialmente cruel para um jogo com tanta expectativa acumulada.
Por que um 77 dói mais do que parece na carreira da Insomniac
Colocar o 77 de Wolverine em perspectiva é o que torna a situação mais incômoda. A Insomniac passou os últimos anos em outro nível com a franquia Spider-Man, e títulos como Sunset Overdrive e boa parte do catálogo de Ratchet and Clank ficam acima dessa marca histórica.
Na prática, isso significa que Wolverine não é apenas um jogo abaixo da média do mercado, ele está abaixo da própria régua que o estúdio criou para si. Quando você acostuma o público com excelência, uma entrega mediana parece um tropeço muito maior do que seria vindo de outro lugar.
O peso disso pro ecossistema do PS5
O contexto externo agrava o resultado. O PS5 é hoje um dos últimos grandes territórios dos jogos single-player triple-A de alto orçamento, mas os exclusivos first-party raramente chegam a mais de dois lançamentos por ano na plataforma.
Quando um desses títulos não entrega, o impacto vai além do jogo em si. O que chama atenção aqui é que a Sony precisava de um hit, não de mais um jogo que vai e volta nas conversas sem deixar marca. Wolverine, ao que tudo indica, é uma oportunidade perdida, não um desastre absoluto, mas longe de ser o exclusivo que o lineup do PS5 precisava agora.