DLC
Monster Hunter Wilds: Ascendance traz Dragão Ancião e região nas nuvens
A Capcom revelou durante o State of Play a expansão Monster Hunter Wilds: Ascendance, e o que foi mostrado é grande o suficiente pra chacoalhar qualquer caçador veterano. Nova região, novos monstros, nova mecânica de combate e uma história que continua de onde o jogo base parou. O lançamento está previsto para 2027, mas já tem muita coisa concreta pra digerir.
Se você zerou Wilds e ficou com aquela vontade de mais, essa expansão parece feita exatamente pra você. Mas antes de se empolgar demais, vale entender o que está confirmado, o que muda no gameplay e o que a Capcom está sinalizando com tudo isso.
O que é Monster Hunter Wilds: Ascendance
A expansão acontece após os eventos do jogo original e continua a jornada da Equipe de Expedição nas Terras Proibidas. O ponto de partida é o surgimento de Lao-Shan Lung, um Dragão Ancião colossal que causa destruição em larga escala e coloca os personagens diante de uma nova ameaça que se desenrola ao longo de anos.
A nova área se chama Skybound Eyrie, uma região localizada acima das nuvens com paisagens abertas, ruínas antigas e criaturas nunca vistas. Segundo a Capcom, o local também carrega mistérios ligados a distúrbios ecológicos e ao avanço de monstros perigosos no ambiente.
Dois monstros novos já foram revelados
O primeiro é Araketa, um Bird Wyvern que se locomove em bandos e usa correntes de ar para atingir alta velocidade. É o tipo de criatura que promete caçadas mais dinâmicas e menos previsíveis do que o padrão da série.
O segundo, e mais impactante, é Gundoraja: um novo Dragão Ancião com controle sobre nuvens de tempestade. A Capcom já posicionou Gundoraja como uma das principais ameaças da expansão, o que sugere que ele vai ocupar o papel de chefe final ou algo muito próximo disso.
Boost Bracer muda a lógica do combate para todas as 14 armas
A novidade de gameplay mais relevante é o Boost Bracer, um equipamento que adiciona a mecânica chamada Boost Action. Com ela, o Caçador consegue fortalecer temporariamente suas capacidades de combate e ampliar características únicas de cada um dos 14 tipos de arma do jogo.
A Capcom já havia revelado trailers mostrando como cada arma se comporta com essa nova mecânica, e as mudanças parecem substanciais o suficiente pra alterar rotações e builds que os jogadores já dominam. Isso significa que até quem tem centenas de horas no jogo vai ter algo novo pra aprender.
Por que Ascendance pode ser a segunda chance que Wilds precisava
Vale lembrar que Wilds enfrentou queda nas vendas ao longo do último ano, ficando abaixo de títulos anteriores da franquia no mesmo período. A Capcom chegou a se comprometer publicamente em continuar melhorando o jogo com o objetivo de alcançar o patamar de Monster Hunter World, que já passou de 30 milhões de cópias vendidas.
Na prática, isso significa que Ascendance não é só uma expansão de conteúdo: ela funciona como uma declaração de que a Capcom ainda acredita no futuro de Wilds. Uma nova região, dois monstros inéditos, mudanças em todas as armas e uma história nova são ingredientes que podem reconquistar quem abandonou o jogo e segurar quem ficou.
O que chama atenção aqui é o requisito de acesso: Hunter Rank 40 e a conclusão de uma missão específica. Isso indica que a expansão foi projetada para jogadores que realmente investiram tempo no base, e não para quem quer pular direto ao conteúdo novo. É uma escolha que vai agradar veteranos e pode frustrar quem voltou ao jogo justamente por causa de Ascendance.
Demo gratuita já está disponível
A Capcom disponibilizou o Monster Hunter Wilds Prologue, uma demo gratuita onde é possível criar seu Caçador e Palico, testar as 14 armas e experimentar o início da aventura. O progresso feito na demo pode ser transferido para o jogo completo, o que torna o teste ainda mais vantajoso pra quem ainda não entrou na franquia.