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PlayStation

PlayStation esperou a Rockstar absorver as críticas antes de abandonar os físicos

John Andrade
11/07/2026
PlayStation esperou a Rockstar absorver as críticas antes de abandonar os físicos

A Sony anunciou que vai encerrar a produção de jogos físicos a partir de 2028, e a decisão não passou despercebida. Laura Fryer, uma das fundadoras da equipe original do Xbox, deu a sua leitura sobre o timing dessa jogada e o que ela pode significar para o futuro dos games.

Segundo Fryer, a Sony sabia que a repercussão seria negativa, então esperou o momento certo para se mexer. E esse momento foi quando a Rockstar decidiu abandonar a mídia física primeiro. A lógica é simples: deixe outra empresa levar a parte mais pesada das críticas e depois entre com tudo para normalizar a situação.

Por que o PlayStation esperou a Rockstar dar o primeiro passo

Fryer lembra que a Sony usou a liberdade dos jogos físicos como argumento de venda do PS4, inclusive para atacar o Xbox One, que na época exigia autenticação online. Agora, anos depois, a postura é completamente oposta.

De acordo com ela, a estratégia foi calculada: a Rockstar lançou o movimento, absorveu a maior parte das críticas dos jogadores, e a Sony aproveitou a abertura para normalizar o modelo totalmente digital como o caminho da indústria.

O fim dos jogos usados e o controle das plataformas

Fryer aponta que a motivação vai além de cortar custos de fabricação. Sem discos físicos, você deixa de poder comprar, vender, trocar ou emprestar jogos. O mercado de usados simplesmente some.

Para ela, isso é extremamente conveniente para as plataformas, que passam a competir menos com versões antigas e mais baratas dos próprios jogos. Esse movimento, segundo Fryer, não é exclusivo dos games: streaming, assinaturas e lojas digitais já dominam o entretenimento em geral, mantendo os consumidores presos em ecossistemas fechados.

Nem o Steam está garantido para sempre

Fryer também faz um alerta sobre o PC. Ela reconhece que confia na Valve pelo histórico de respeito aos jogadores, mas deixa claro que nenhuma plataforma digital está acima de mudanças.

Segundo ela, tudo depende de quem está no comando. Uma troca de liderança pode mudar completamente as prioridades de qualquer empresa, por mais sólida que pareça hoje. É um lembrete incômodo, mas necessário.

Você ainda valoriza a mídia física ou já fez as pazes com o digital? Compartilha sua opinião com a gente.