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Serious Sam: Shatterverse chega como FPS roguelite e já tem preço no Brasil
A franquia Serious Sam ganhou um capítulo novo e, desta vez, bem diferente do que você está acostumado. Serious Sam: Shatterverse chegou ao PC, PS5 e Xbox Series com uma proposta roguelite que mistura a ação caótica dos clássicos com runs procedurais e morte permanente. Quem está por trás do desenvolvimento não é a Croteam, criadora original da série, mas sim a Behaviour Interactive, convidada pela Devolver Digital para dar uma cara nova ao Sam Stone.
Se você é fã da franquia ou está chegando agora, o jogo já está disponível e os preços variam bastante dependendo da plataforma. Vale saber o que está comprando antes de decidir.
Preços de Serious Sam: Shatterverse no Brasil
No PC via Steam, o jogo custa R$ 61,19. No Xbox Series, o valor sobe para R$ 88,15. No PS5, assinantes da PS Plus pagam R$ 103,41, enquanto os demais jogadores desembolsam R$ 114,90.
A diferença de preço entre plataformas é considerável, então vale levar isso em conta na hora de escolher onde jogar.
Como funciona o modo roguelite na prática
Em vez de fases lineares, Shatterverse coloca você em arenas construídas à mão dentro de mundos inéditos, mas com estrutura procedural. Isso significa que cada run é diferente da anterior, mesmo que os cenários sejam feitos com cuidado manual.
O objetivo é derrubar cinco tenentes do vilão Uber Mental para avançar. A morte não encerra sua jornada: cada tentativa acumula conhecimento e desbloqueia novas possibilidades de estratégia. Boons e modificadores de run mudam o estilo de jogo a cada partida, e o mapa está cheio de portais ocultos e anomalias que podem turbinar ou encerrar sua corrida em segundos.
A narrativa joga com versões alternativas do Sam de múltiplos universos, forçadas a cooperar depois que as barreiras entre dimensões foram rompidas pelo Uber Mental.
Behaviour Interactive no comando: faz sentido ou é só uma aposta?
A Behaviour Interactive é conhecida principalmente pelo Dead by Daylight, um jogo de horror assimétrico com DNA completamente diferente de Serious Sam. À primeira vista, a escolha parece estranha. Mas o que chama atenção aqui é que o estúdio não entrou na franquia como prestador de serviço: vários membros da equipe cresceram jogando The First Encounter no começo dos anos 2000 e tinham apreço real pela série.
Na prática, isso significa que a missão declarada desde o início era honrar o legado sem apenas copiar o que a Croteam já havia feito. O resultado foi buscar o que os fãs antigos sentiam ao jogar: a vontade de repetir fases em busca de segredos e a sensação de que qualquer coisa poderia acontecer. O roguelite surgiu como resposta a esses dois sentimentos, não como tendência de mercado colada num IP famoso.
Vale lembrar que o jogo chega perto do 25º aniversário da franquia, o que dá ainda mais peso à proposta de ser uma celebração das origens.
Sem servidores dedicados e sem live service: uma escolha que faz diferença
O multiplayer funciona via peer-to-peer, sem servidores dedicados, e há um modo solo offline completo. A justificativa da equipe é clara: garantir que o jogo funcione daqui a 5, 10 ou até 15 anos, sem depender de infraestrutura que pode ser desligada.
O modelo de negócio segue a mesma lógica. Shatterverse é vendido como produto completo desde o lançamento, sem conteúdo de serviço ao vivo obrigatório para ser divertido. Expansões e DLC estão previstos, mas a promessa é que nada prejudique quem já comprou o jogo base.