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Remake de Ocarina of Time tem telas de loading por nostalgia, e os fãs não compraram
O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Nintendo Switch 2 está gerando debate antes mesmo de chegar às mãos dos jogadores. Depois que o primeiro gameplay foi revelado, uma coisa chamou atenção: as telas de carregamento ainda estão lá, e a Nintendo diz que foi uma escolha intencional para preservar a sensação do jogo original.
A explicação veio do produtor Eiji Aonuma e dividiu a comunidade na internet. Afinal, se o remake roda num hardware moderno e atualizou visuais e mecânicas, por que manter algo que existia por limitação técnica do Nintendo 64? É isso que vamos destrinchar aqui.
O que acontece com os carregamentos no remake de Ocarina of Time
Segundo Aonuma, a decisão de manter as telas de loading entre áreas foi proposital, com o objetivo de reproduzir a experiência de quem jogou o original em 1998. O remake roda no Switch 2 com visuais renovados e novas mecânicas, mas algumas transições de área continuam sendo acompanhadas pela tela de carregamento.
O que gerou mais questionamento foi o fato de que o remake aparentemente não mantém todos os carregamentos do jogo original. A demonstração mostrou que algumas transições que antes exigiam loading agora acontecem de forma contínua. Isso deixou parte dos jogadores confusa: se a nostalgia era o objetivo, por que só alguns carregamentos foram preservados?
A comparação com Starfield que dividiu a internet
Rapidamente, a discussão puxou Starfield para o centro do debate. Nas redes sociais, muitos lembraram que o RPG da Bethesda foi duramente criticado pelas suas telas de loading frequentes, e perguntaram se os fãs da Nintendo adotariam o mesmo critério agora.
A defesa que surgiu é que os casos são diferentes. Em Ocarina of Time, os carregamentos aparecem principalmente na transição entre grandes regiões do mapa. Já em Starfield, as interrupções aconteciam em situações muito mais frequentes, inclusive ao entrar em edifícios, o que quebrava o ritmo de exploração de forma muito mais intensa.
Por que a justificativa de nostalgia não convenceu todo mundo
Na prática, o que incomoda uma parte dos jogadores não são os carregamentos em si, mas a explicação que a Nintendo escolheu dar. Chamar de nostalgia algo que existia originalmente por limitação de hardware soa estranho, especialmente quando o próprio remake já eliminou outros aspectos limitantes do jogo de 1998.
Vale lembrar que ninguém esperava que a Nintendo eliminasse a identidade do jogo original. O problema é que a linha entre ‘escolha artística’ e ‘limitação de desenvolvimento apresentada como escolha artística’ é tênue, e a empresa não ajudou a esclarecer isso. Se os carregamentos durassem apenas alguns segundos e não houvesse nenhuma justificativa, provavelmente a reação seria bem mais tranquila.
O que chama atenção aqui é que a Nintendo poderia simplesmente ter mantido os loadings sem precisar explicar o motivo. A tentativa de transformar uma possível limitação em decisão criativa acabou atraindo mais escrutínio do que teria gerado em silêncio.
Quando sai o remake de Ocarina of Time
The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega exclusivamente para o Nintendo Switch 2 em 5 de novembro de 2026. A Nintendo posiciona o projeto como o retorno do clássico para uma nova geração, recriado especificamente para o novo console.